Digam logo: 1 português = 1 emprego na Função Pública. É que assim voto logo no PC, eu e todos os ex-universitários que trabalham no Jumbo do Dolce Vita.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Recibos vermelhos
Digam logo: 1 português = 1 emprego na Função Pública. É que assim voto logo no PC, eu e todos os ex-universitários que trabalham no Jumbo do Dolce Vita.
Uma Russia precisa de amigos
A Rússia quer, sem duvida, uma aproximação aos países Ocidentais. A sua sede por respeito Internacional é conhecida e percebe-se porquê. Muito mais que geoestratégica, o reconhecimento mundial é uma questão histórica de afirmação e orgulho nacional. Tomamos os russos como um país poieticamente incapaz e ostracizado pelo comunismo, mas existe um forte sentimento nacional que mantém aquele enorme território sobe uma só nacionalidade, coisa que mesmo nós nesta marquise da Europa conseguimos sempre ter. Ainda queriamos nós regionalizar, descentralizar. Mas o que é que há para descentralizar?
domingo, 27 de abril de 2008
Máquina do tempo
"Não posso falar em nome da CGTP. Obviamente, a CGTP decidirá o que fazer. Mas do ponto de vista político e social consideramos que esta proposta, ou anteproposta, penaliza duramente os trabalhadores, dá mais poderes às entidades patronais e colide com essa tal opção que os [deputados] constituintes tomaram em 1976." dito por Jerónimo de Sousa ao DN
E o mundo não mudou desde 1976! Este viver no passado do PC bloqueia-lhe as artérias e só se mantêm vivo devido ao SNS do PS.
Bolonha, insucesso e as focas
Entre revistas e jornais chamou-me a atenção a manchete do JN: "Três em cada dez alunos universitários não terminam o curso", porque o Publico de hoje nem inspira a sua compra e o Expresso custa um almoço, matei a curiosidade da manchete. Como já devia esperar, não era bem isso que eles queriam dizer, o título na pagina 6 era outro: Três em cada dez universitários atrasam-se a completar o curso. Aqui, a única novidade era serem apenas três em dez.
Ainda no primeiro parágrafo fiquei algo admirado com as declarações de Luis Reis Torgal, coordenador do Centro de Estudos Interdisciplinares na UC. Diz ele que "o facilitismo de Bolonha vai contribuir para elevar" as estatísticas de sucesso. É verdade que de faculdade para faculdade as coisas são diferentes, mas na minha faculdade, facilitismo, foi coisa que nunca observei. Concordo com ele quando diz que Bolonha foi uma "oportunidade desperdiçada de fazer uma excelente reforma do Ensino Superior", "o pânico, a tragédia e o horror" poderiam descrever o que um aluno universitário sente ao dirigir-se aos serviços académicos e descobrir que não está inscrito na faculdade. Ou entrar numa sala e ver que o único lugar vago é a cadeira opé do Dr., confesso que foi aqui, também, que descobri o quão confortável pode ser um degrau de escadas.
Mas voltando ao facilitismo anunciado, de forma muito simples mostro que isto é tão verdade como Santana Lopes ser o próximo presidente do PSD.
1-Os exames passaram de 3 horas para 2 horas, óptimo seria que todas as provas tivessem a estrutura para as anunciadas 2 horas. Ora isso não acontece, e quando damos por ela estamos a resolver o caso prático por tópicos.
2-Alunos de primeiro ano com cadeiras de segundo ano. É uma emoção entrar em cadeiras como Direito Internacional e não ter noção sequer do que era uma reserva de lei.
3-Avaliação continua é apenas para 30 a 40 pessoas, quando numa turma somos seguramente mais de 150.
4-Quase nenhuma cadeira têm avaliação continua. Eu nem me queixo muito, tenho aulas em que a utilidade marginal das mesmas é negativa.
5-A época de recurso é meses depois da primeiro exame.
6- A época de recurso em Setembro já não existe.
7-Temos mais cadeiras por cada ano.
Agora mostrem-me o facilitismo disto tudo. A licenciatura é de quatro anos, certo. Mas obviamente, que não vou conseguir fazer nos quatro anos. Ou então, para isso tornaria-me um devorador de doutrina, um acéfalo sugador de matéria mastigada, incapaz de me relacionar com os outros e com o que me rodeia. Pena tenho eu dos que se focam unicamente na licenciatura. Que mundo perdem eles. Que vida inútil eles levam.
Como diz um sóbrio professor meu, "Quem só sabe Direito, nem Direito sabe.".
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Cartaz
O cartaz de Maio no TAGV está composto.
Dia 29 Jazz no Salão Brazil em conflito directo com a peça ...como as cerejas e Micro Audio Waves a dar musica dia 17. O pianista Hauschka faz uma visita a Coimbra dia 21, elevado grau nas minhas prioridades!
Artigo alheio
Um bom artigo na Economist sobre os alargamentos da União Europeia e os seus "exames" de admissão.
25 de Abril e os bebés
Se o CDS viesse, de forte empenho, propor um melhoramento substancial nos incentivos para a natalidade seria bem mais útil. Ou se quiserem apenas estar nos telejornais sempre podiam por o Paulo Portas versão Hillary-Clinton-New-Hampshire a pedir desculpa pela abstenção em 1976. Isso sim puro folclore politico!
Gosto tanto de democracia.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Insultos Politicos
“When she speaks without thinking, she says what she thinks” Lord St John de
Fawsley sobre Margaret Thatcher
Alertas para os Direitos Humanos
Até que ponto estamos dispostos a sacrificar os Nossos Direitos pela segurança?
E 10% para a senhora branca ali do fundo
Como lia ontem no destaque do Público, as diferenças entre Obama e Hillary "não são pequenas são mínimas". Mas é na minúscula diferença entre candidatos e percentagens eleitorais que grandes alterações politicas daí poderão advir.
Com a margem exacta de 10% de Hillary sobre Obama, o espectáculo segue, mais uma vez, dentro de momentos.
Um problema digestivo europeu
Após a condenação de 3 homens, por crimes de guerra na Bósnia, fica no ar uma sensação de impunidade. Aquilo que devia ser um esforço de justiça exemplar na história da União Europeia faz rodapé nos jornais e deixa a opinião publica, já habituada às "avarezas das guerras dos outros", numa indiferença robótica. A ex-Jugoslávia têm mais crimes de guerra per capita que qualquer (ex) país na Europa, contudo o futuro desses países não parece melhor desde a sua desagregação.
Após anos de guerra inter-religiões o custo vai muito para além do economicamente contável, a ferida não sara e o espírito não esquece. A verdade é que muito mais podia ter sido feito. A cobardia da UE nos momentos chave mantêm-se, agora em relação ao Kosovo. A sua pesada herança histórica demonstra a fragilidade politica da UE e dá razão aos mais pessimistas.
Karadzic e Mladic continuam a monte e nem com a ajuda dos eternos (EUA) se anuncia a sua captura. O medo das querelas internas na UE é de tal ordem que torna qualquer intervenção, mesmo em prol da paz, uma autêntica jogada de cheque-mate na hora da aproximação politica.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Manuela vai em frente
A liderança do partido até podem ser favas contadas. Agora, uma ex-ministra das finanças a concorrer a primeiro ministro. Nem mesmo contra Sócrates...
Onde o comunismo e o capitalismo se cruzam
Nunca foi tão óbvio que nenhum sistema vale por si só. Somos mais parecidos do que queremos fazer querer, tudo o que é e foi dito sobre o comunismo vs capitalismo não passará na prática de uma questão higiénica de imagem, que resultará indubitavelmente numa aproximação. Sem qualquer escrúpulo ético ou valorativo. Talvez, hoje a hipocrisia seja a única coisa que os distinga.
domingo, 20 de abril de 2008
Mogadishu, outravez...
Numa estranha e infeliz coincidência mal acabo de ler um post no blog O Diplomata a "avisar" para uma reportagem da BBC sobre Mogadishu, saí em BreakingNews na Reuters: More than 80 died in Mogadishu fighting.
A quantidade de conflitos armados no mundo é realmente assombrosa.
Um monarca para cada português
A Republica é mesmo uma chatice.
É com um autêntico manifesto de baboseiras que Dom Vasco Teles da Gama explode no seu mais primitivo instinto monárquico.
Culpa tudo o que é Governo por subidas do petróleo, subida do preço dos cereais e alimentos, custo de vida e excesso de divida à banca. Isto como se Portugal fosse uma ilha económica e politica, alheia a qualquer influência externa. Reconhece na Espanha o seu "sonho de menino", afinal eles é que sabem enganar a UE não cumprindo cotas. Talvez não saiba que as cotas são uma forma de regular preços e evitar a extinção da agricultura na Europa, e claro acabar com parte do sector primário. Talvez seja fisiocrata (!).
Uma das formas para estimular o crescimento do PIB e equilibrar o orçamento é o investimento. Salvaguardando as mais variadas concepções que é possível considerar, é fácil entender que para estimular o investimento e (obviamente) o crescimento têm de se evitar a diminuição do aforro. Cortar no investimento de forma categórica, é passar a mensagem de estagnação e do atraso que daí advêm. Deve-se procurar um equilíbrio corrente, sem esquecer nunca a óbvia divida pública.
Como seria de esperar a Igreja é actualmente um mártir à mercê da Republicá profana. Eu pessoalmente dispenso a infinita bondade de Deus. Aqui talvez o Estado Novo deixasse Dom Vasco mais descansado, sempre teria o lugar no céu.
"Quanto aos novos ricos, que há cerca de meio século que não eram tão poucos, nada têm já que ver com os Mellos, Queiroz Pereira ou Champalimauds, outrora tão vilipendiados."
Sinto aqui uma certa tristeza. Já não há novos ricos, afinal o que vai ser deste país sem a elite bancária que tanta falta faz para contraria a "proletarização da classe média" e que "talvez por seguirem ou ao menos respeitarem a doutrina social da Igreja, reinvestiam a maior parte dos lucros obtidos pelo seu capital na criação de novas empresas, gerando milhares de postos de trabalho e contribuindo para o progresso do País". Esta afirmação só demonstra a desenvolvida racionalidade do senhor Dom Vasco. Que para rematar lamenta o voto democrático, e como esse voto ignora a vontade do povo. (risos)
É caso para dizer: Aí que saudades do lápis azul.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Hillary por um lado Obama pelo outro
No intervalo desta manhã de "introduções ao direito" fiz-me ao suplemento do Público: Os jornalistas gostam mais de Obama. Uma entrevista a Michael Schudson professor de Comunicação na Universidade de Columbia onde podemos ler o retrato da luta pelas presidenciais nos EUA sob a óptica da comunicação social. Entre queixumes de Hilary Clinton pela atenção dada a Obama, é explicado a vantagem do outsider que é Barack Obama. Uma cara jovem e descontraída (além de negra) com um passado por descobrir. Não imagino melhor engodo para os media. Fica claro nas palavras de Schundson que as "capacidades" de Obama "como candidato" são a razão do foco mediático, e que Hillary por muito que chore de forma "genuína" precisa de mais para vencer os rankings de antena.
No ultimo debate entre os dois democratas, parece ter sido claro para Tim Reid jornalista do Times, o impulso abonatório dado pelo mediador a Hillary Clinton. O debate resumiu-se a "querelas bairristas" entre os dois candidatos, num debate que mais parecia ter sido dirigido por qualquer membro da Tertúlia Cor de Rosa. Vamos discutir o uso ou não de um pin numa lapela?! Se isto não fossem uma corrida à Casa Branca todos nos riríamos da parvoíce que estava a dar no canal da MSNBC, e faríamos o devido zapping. No blog das presidências do Times é possível ver os argumentos defendidos para subitamente transformar um debate politico numa discussão do tipo "o meu é maior que o teu".
Na continuação da leitura da entrevista feita pelo Público, fica a sensação de existir uma diferença abismal do eleitorado Norte-Americano e do eleitorado, por exemplo, português. Com todos os defeitos que a nossa democracia possa ter, os EUA são o cúmulo. As eleições são como ir ao futebol (americano) a cada jogada há uma paragem, a cada 4 jogadas muda o sentido do jogo e ganha quem conseguir meter um jogador vivo na área de touchdown. No final do jogo vamos todos para casa e é esperar pelo próximo.
Puro entretenimento sufragista...
Mercado de interesses
A lógica de mercado assusta-me. Afinal são bens como os alimentos que asseguram a nossa existência. Se não vejam, porque é que o preço do trigo puderia aumentar 200% bastando para isso haver uma enorme quebra de produção e de stocks, e óbvio, larga procura? O cenário é um tanto ou quanto apocalíptico, mas o do petróleo, afinal, não anda tão longe quanto isso.A racionalidade dos preços pode ser cruel. Veja-se o exemplo, de destruir alimentos para os manter a baixo preço no mercado. Percebe-se também que os produtores precisem de ter margem de lucro nos produtos, uma baixa de preço drástica tornaria isso impossível.
A mão invisível que Adam Smith menciona é a ordem natural da conjugação dos vários interesses, contudo essa mão é tão eficaz como um sinaleiro em plena Praça de Espanha. É preciso não só a regulação e uma identidade como um carácter humanista na distribuição. O capitalismo veio para ficar, não desta forma auto-destrutiva - sem fazer referência a Marx - mas numa incontornável cooperação para a civilização. Não interpretem isto em traços revolucionários. Não há um pingo de revolução neste texto, apenas humanismo na sua linha mais racional e finita.
O Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Nações Unidas conseguem tanto dos Estados como aquilo que Eles querem dar. Apoiar um país vizinho não dá grandes votos, com sorte passa ao lado nos jornais e não existe grande contestação.
A regulação do mercado é uma obrigação ética de todos os países, assim como deveriam ser os orçamentos de Estado.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Um apartidário suis generis
José Milhazes no seu blog da Russia faz referência a um interessante acontecimento. Um cidadão russo apartidário vai dirigir, nada mais nada menos que um partido.
Apoiar Putin é como ter fé. É acreditar cegamente numa coisa que não é factual e qualquer raciocinio seria um entrave ao absurdo de Kierkegaard. Talvez loucura nas palavras de São Paulo.
Desta vez o Partido Russia Unida vai oferecer ao seu Cristo poderes quase absolutos. Putin vai dizendo que "se essa decisão for tomada pelo Congresso, deve entrar em vigor depois do chefe de Estado eleito ser empossado e, por conseguinte, depois dessas prerrogativas (presidenciais) serem retiradas a este vosso humilde servo". Fazendo referência à renovação da sociedade, alerta para a necessidade de maior abertura do partido. Julgo eu uma abertura que permita fazer chegar a todos a palavra do PRU, isto noutras palavras, um ainda maior controlo politico.
