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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Uma Russia precisa de amigos

A insistência da Rússia nas relações com o Irão não são uma ameaça. Ameaça seria se o Irão estivesse isolado de qualquer Estado Ocidental e, ou recusa-se o reconhecimento de um vizinho próximo. Nesta evocação a Palestina devia preocupar bem mais. Não pela sua belicidade, que é fraca, mas como ninho de ideias.

A Rússia quer, sem duvida, uma aproximação aos países Ocidentais. A sua sede por respeito Internacional é conhecida e percebe-se porquê. Muito mais que geoestratégica, o reconhecimento mundial é uma questão histórica de afirmação e orgulho nacional. Tomamos os russos como um país poieticamente incapaz e ostracizado pelo comunismo, mas existe um forte sentimento nacional que mantém aquele enorme território sobe uma só nacionalidade, coisa que mesmo nós nesta marquise da Europa conseguimos sempre ter. Ainda queriamos nós regionalizar, descentralizar. Mas o que é que há para descentralizar?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Um problema digestivo europeu


by sadaznam in deviantart


Após a condenação de 3 homens, por crimes de guerra na Bósnia, fica no ar uma sensação de impunidade. Aquilo que devia ser um esforço de justiça exemplar na história da União Europeia faz rodapé nos jornais e deixa a opinião publica, já habituada às "avarezas das guerras dos outros", numa indiferença robótica. A ex-Jugoslávia têm mais crimes de guerra per capita que qualquer (ex) país na Europa, contudo o futuro desses países não parece melhor desde a sua desagregação.

Após anos de guerra inter-religiões o custo vai muito para além do economicamente contável, a ferida não sara e o espírito não esquece. A verdade é que muito mais podia ter sido feito. A cobardia da UE nos momentos chave mantêm-se, agora em relação ao Kosovo. A sua pesada herança histórica demonstra a fragilidade politica da UE e dá razão aos mais pessimistas.

Karadzic e Mladic continuam a monte e nem com a ajuda dos eternos (EUA) se anuncia a sua captura. O medo das querelas internas na UE é de tal ordem que torna qualquer intervenção, mesmo em prol da paz, uma autêntica jogada de cheque-mate na hora da aproximação politica.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Berlus'escolha

De novo Berlusconi no poder. Daqui podemos retirar várias conclusões:

Os italianos não têm alternativas viáveis próximas da moderação politica. O equilíbrio é feito às custas de coligações inoperantes, acabando por tornar o país ingovernável ou se operantes são apenas um espelho do partido mais musculado.

A direita é olhada como a melhor alternativa para impor a ordem, parecendo que a corrupção entre órgãos estaduais e máfia só se combate negociando com esta. Mais corrupção entenda-se.

Prodi inspira tanto o povo italiano como o avó cantigas na Praça da Alegria.

Berlusconi é a a imagem viva do sonho italiano. O Italiano cosmopolita, ou não, admira-o num plano, não "fascizoide", mas de herói da competência.

O jogo de influencias exercido na politica italiana faz parecer o nosso parlamento uma escola profissional do Instituto de Emprego.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Na Madeira

Se há situações para o qual o adjectivo absurdo pode ser aplicado de forma plena é a situação da pequena ilha da Madeira. Com um cartoon na sua presidência,a Madeira têm na sua população o seu próprio problema. Com índice de Desenvolvimento Humano baixo, apenas atrás do Alentejo "comunista", é uma região que ainda assim têm evoluido de forma franca. Jaime Gama afirmou em clara embriaguez discursiva que "A Madeira é bem o exemplo, com democracia, com autonomia, com a integração europeia de um vasto e notável progresso no País" e como se não bastasse a brutidade, "toda esta obra historicamente tem um rosto e um nome e esse nome é o do presidente do Governo Regional da Madeira, a quem quero prestar uma homenagem, na diferença de posições, por esta obra e este resultado".

Sugiro na próxima revisão Penal a positivação de um costume. Uma alínea em carácter exclusivo para o Alberto. Desta forma não restariam duvidas quanto à sua situação de inimputável. Ideia esta que não sendo nova, é sem dúvida de reavivar.

Referia-me eu de forma errada, mas desculpável, à generalíssima população da Madeira. Entendo que esta Madeira é a fonte dos seus males. Não para Eles, afinal sugar contribuições Continentais e Europeias não deve ser mau para o desenvolvimento. Talvez fosse isso até que Jaime Gama quisesse dizer. Alberto João é a prova mais "texana" de que a população Madeirense dá a mão ao despotismo popular. E que daí se extraem pérolas como a que foi proferida por Alberto J. Jardim referindo-se à não realização de visita solene ao parlamento pelo PR; "Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa".

O separatismo Madeirense seria uma bênção vinda do Papa João Jardim-o único

domingo, 13 de abril de 2008

Uma espécie de Jesus

“I am the Jesus Christ of politics. I am a patient victim, I put up with everyone, I sacrifice myself for everyone” diz Berlusconi

Agora possuir um Império, ter um airbus privado e pagar impostos é ser Cristo.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Fight the power!

Cagle Cartoons


O comunismo soviet abriu alas para uma democracia Putin's way. A tolerância da população russa a um centralismo "mais" democrático é surpreendente, nem mesmo a violação clara de direitos humanos parece atormentar o poder autoritário do Governo Russo. E porque já podemos falar de governo na Rússia, afinal tudo parece estar controlado e dentro do circulo Putin-Nekrasov-Kovalev.



As provocações vindas dos EUA têm uma consequência óbvia no eleitorado russo, fragilidade face à propaganda e acções patriotas. A juventude Nashi é um exemplo assustador do que significa enquadramento de massas e tudo isto é suportado com incursões em apneia dos EUA na Europa de Leste. O diálogo neste momento parece ser um justificador de acções já tomadas e não um meio de entendimento, e pode correr mal. A Ucrânia e a Geórgia assim como muitos países europeus têm uma tal dependência energética que uma possível expansão da NATO a estes países é uma questão acima de tudo provocatória e sem efeito prático para os membros da NATO. Que é o mesmo que dizer, pode trazer mais problemas que benefícios.