Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de abril de 2008

Máquina do tempo

"Não posso falar em nome da CGTP. Obviamente, a CGTP decidirá o que fazer. Mas do ponto de vista político e social consideramos que esta proposta, ou anteproposta, penaliza duramente os trabalhadores, dá mais poderes às entidades patronais e colide com essa tal opção que os [deputados] constituintes tomaram em 1976." dito por Jerónimo de Sousa ao DN

E o mundo não mudou desde 1976! Este viver no passado do PC bloqueia-lhe as artérias e só se mantêm vivo devido ao SNS do PS.

Bolonha, insucesso e as focas

Depois de ter estado numa reumática fila de espera para as cantinas devido, ao que parecia ser um passeio de uma junta de freguesia qualquer dirijo-me ao único quiosque aberto ao domingo na Praça.

Entre revistas e jornais chamou-me a atenção a manchete do JN: "Três em cada dez alunos universitários não terminam o curso", porque o Publico de hoje nem inspira a sua compra e o Expresso custa um almoço, matei a curiosidade da manchete. Como já devia esperar, não era bem isso que eles queriam dizer, o título na pagina 6 era outro: Três em cada dez universitários atrasam-se a completar o curso. Aqui, a única novidade era serem apenas três em dez.

Ainda no primeiro parágrafo fiquei algo admirado com as declarações de Luis Reis Torgal, coordenador do Centro de Estudos Interdisciplinares na UC. Diz ele que "o facilitismo de Bolonha vai contribuir para elevar" as estatísticas de sucesso. É verdade que de faculdade para faculdade as coisas são diferentes, mas na minha faculdade, facilitismo, foi coisa que nunca observei. Concordo com ele quando diz que Bolonha foi uma "oportunidade desperdiçada de fazer uma excelente reforma do Ensino Superior", "o pânico, a tragédia e o horror" poderiam descrever o que um aluno universitário sente ao dirigir-se aos serviços académicos e descobrir que não está inscrito na faculdade. Ou entrar numa sala e ver que o único lugar vago é a cadeira opé do Dr., confesso que foi aqui, também, que descobri o quão confortável pode ser um degrau de escadas.

Mas voltando ao facilitismo anunciado, de forma muito simples mostro que isto é tão verdade como Santana Lopes ser o próximo presidente do PSD.

1-Os exames passaram de 3 horas para 2 horas, óptimo seria que todas as provas tivessem a estrutura para as anunciadas 2 horas. Ora isso não acontece, e quando damos por ela estamos a resolver o caso prático por tópicos.

2-Alunos de primeiro ano com cadeiras de segundo ano. É uma emoção entrar em cadeiras como Direito Internacional e não ter noção sequer do que era uma reserva de lei.

3-Avaliação continua é apenas para 30 a 40 pessoas, quando numa turma somos seguramente mais de 150.

4-Quase nenhuma cadeira têm avaliação continua. Eu nem me queixo muito, tenho aulas em que a utilidade marginal das mesmas é negativa.

5-A época de recurso é meses depois da primeiro exame.

6- A época de recurso em Setembro já não existe.

7-Temos mais cadeiras por cada ano.

Agora mostrem-me o facilitismo disto tudo. A licenciatura é de quatro anos, certo. Mas obviamente, que não vou conseguir fazer nos quatro anos. Ou então, para isso tornaria-me um devorador de doutrina, um acéfalo sugador de matéria mastigada, incapaz de me relacionar com os outros e com o que me rodeia. Pena tenho eu dos que se focam unicamente na licenciatura. Que mundo perdem eles. Que vida inútil eles levam.

Como diz um sóbrio professor meu, "Quem só sabe Direito, nem Direito sabe.".

domingo, 20 de abril de 2008

Um monarca para cada português

A Republica é mesmo uma chatice.

É com um autêntico manifesto de baboseiras que Dom Vasco Teles da Gama explode no seu mais primitivo instinto monárquico.

Culpa tudo o que é Governo por subidas do petróleo, subida do preço dos cereais e alimentos, custo de vida e excesso de divida à banca. Isto como se Portugal fosse uma ilha económica e politica, alheia a qualquer influência externa. Reconhece na Espanha o seu "sonho de menino", afinal eles é que sabem enganar a UE não cumprindo cotas. Talvez não saiba que as cotas são uma forma de regular preços e evitar a extinção da agricultura na Europa, e claro acabar com parte do sector primário. Talvez seja fisiocrata (!).

Uma das formas para estimular o crescimento do PIB e equilibrar o orçamento é o investimento. Salvaguardando as mais variadas concepções que é possível considerar, é fácil entender que para estimular o investimento e (obviamente) o crescimento têm de se evitar a diminuição do aforro. Cortar no investimento de forma categórica, é passar a mensagem de estagnação e do atraso que daí advêm. Deve-se procurar um equilíbrio corrente, sem esquecer nunca a óbvia divida pública.

Como seria de esperar a Igreja é actualmente um mártir à mercê da Republicá profana. Eu pessoalmente dispenso a infinita bondade de Deus. Aqui talvez o Estado Novo deixasse Dom Vasco mais descansado, sempre teria o lugar no céu.

"Quanto aos novos ricos, que há cerca de meio século que não eram tão poucos, nada têm já que ver com os Mellos, Queiroz Pereira ou Champalimauds, outrora tão vilipendiados."

Sinto aqui uma certa tristeza. Já não há novos ricos, afinal o que vai ser deste país sem a elite bancária que tanta falta faz para contraria a "proletarização da classe média" e que "talvez por seguirem ou ao menos respeitarem a doutrina social da Igreja, reinvestiam a maior parte dos lucros obtidos pelo seu capital na criação de novas empresas, gerando milhares de postos de trabalho e contribuindo para o progresso do País". Esta afirmação só demonstra a desenvolvida racionalidade do senhor Dom Vasco. Que para rematar lamenta o voto democrático, e como esse voto ignora a vontade do povo. (risos)

É caso para dizer: Aí que saudades do lápis azul.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Um sindicato ao fundo do tunel

Falava eu de soluções e preocupações maiores. Aqui está um sinal vindo da esteira sindical. Não basta, não resolve, mas é alguma coisa.

"A Delphi em Castelo Branco poderá vir a receber até cem dos 439 trabalhadores que serão despedidos da congénere de Ponte de Sor"

E o Governo vai no bom caminho: "A acção será orientada em dois sentidos complementares: formação profissional e ajuda à criação de empresas, ao abrigo dos instrumentos de apoio ao empreendedorismo. "

Dar o peixe não é o mesmo que ensinar a pescar...

sábado, 5 de abril de 2008

Carapetas social democratas

Na hora da despedida de mais 2 grandes empregadoras em Portugal é preciso primeiro que tudo encontrar soluções para estas famílias. É inútil disparar em direcção ao Governo. Acredito que neste momento são necessárias soluções, cabe à oposição reagir. Apontar dedos e declarar falências é tão útil como levar o dedo ao nariz numa sessão parlamentar. O dr. Menezes não tivesse ele um "saco de pancada" em seu lugar no parlamento poderia ser assim descrito.

Verdade que a politica de incentivos não têm mostrado os frutos esperados, mas nem o Governo controla o mercado. Ou o PSD defende um maior proteccionismo, de pendor nacionalizante já agora, face ao mercado?

“Quem negociou incentivos fiscais para as empresas se instalarem foi o Governo, cabe ao Governo antecipar as empresas em que se perspectiva uma deslocalização e negociar com elas”

Vamos ver como tudo vai desenrolar no conjunto de obras publicas e contratos laborais.
Acho é que estamos com super avit de peritos a precisar de rinoplastias...

domingo, 30 de março de 2008

Igreja caduca

Há quanto tempo eu já não entrava numa igreja, tinha de ser logo num casamento. Aqui as crianças berram, os adultos aparentemente concentrados nas leituras desesperam dentro dos seus fatos ainda com naftalina e claro o Padre, este perdeu a cabeça. Classificando como "diabólico" o projecto para acabar com o divorcio litigioso disserta em tom grave sobre os costumes simplórios e desagregadores das "intrenetes" e do "caixote" que estão a destruir a família. Para melhorar, anuncia que milagres acontecem, como a transformação de agua em"600 litros de vinho" e acrescenta ainda que este é "do bom".

Inacreditável e dá que pensar.

Ainda que houvessem "forças dentro do Governo que têm uma postura de ataque à Igreja Católica" nada disto é de reprovar. O papel da Igreja foi ao longo da história demasiadamente preponderante e lobista para continuar a fechar os olhos a essa influência. Pode reconhecer-se o papel socialmente activo que a igreja têm, mas nunca estabelecer comparações com o papel desporto por exemplo.

A laicização do Estado deve ser aprofundado, o fim do divorcio litigioso pode ser interpretado como mais um passo nesse sentido.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Este caminho não

Ainda sobre as escolas, escreve a deputada Ana Gomes no Causa Nossa:

"Como é óbvio essas crianças e jovens perturbadas não podem ser privadas da escolaridade. Precisam até de acompanhamento especial, em escola ou instituição adequadas. Não podem, de maneira nenhuma, é continuar nas escolas normais a desinquietar toda a gente e a agredir quem lhes resista. Caso contrário, a sensação de impunidade alastra, e não haverá meio nenhum de restaurar disciplina e segurança nas escolas."

Crianças e jovens perturbadas, gostava de saber se algum psiquiatra poderia tratar estas perturbações, como aquela em que uma miúda tenta de uma forma mimada recuperar o brinquedo chegando ao extremo da birrice.

Como já aqui defendi, as falhas apresentam-se de todas as partes, os professores por conformismo e em alguns casos, falta de presença; nos pais pela educação que não é transmitida e alheamento das suas responsabilidades; os alunos falta de regras resultado da falta de disciplina e carácter; o Ministério falha na leitura e reestruturação de muitos dos problemas e promove um estatuto pró-estatística que em nada resolve os problemas presentes.

Promover o facilitismo só serve para fomentar uma sociedade de incapazes. Mas não vamos pôr escolas em estado de sitio pelo que se passou. Penso até que eleitoralmente não era benéfico para o PS atirar mais uma "bomba" a uma ministra já tão fustigada por "fogo inimigo"

Está défice

Controladissimo. Tranquilissimo. E já agora, vamos baixar! Mas não muito. Vá. 1%.

É bom saber que a "fisga" está pronta a ganhar mais 1cm(%),digo eu, que até aprecio uma bela tanga. A verdade é que desde o inicio, sempre incomodou mais como um fio dental. Pode advir disto um estimulo para a economia. Platónico entenda-se. Não seria mais eficaz "trabalhar" o IRC para efeitos mais estimulantes?

Uma coisa quero deixar claro, não critico esta atençãozinha feita pelo Governo nesta altura nem atribuo esta boa vontade à aproximação das eleições. Ainda que seja normal associar, não penso que seja o mais importante neste momento. Considero precipitada a decisão, devia ter sido aproveitado o anuncio dos 2,6 % para uma discussão optimista e motivadora no seio da comunidade. Assim perde-se um pouco o efeito motivador da medida e dá-se espaço a criticas da oposição, para os comunistas já deviam ter sido tomadas medidas deste género desde o inicio do ano fiscal.