Mostrar mensagens com a etiqueta eua. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eua. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de abril de 2008

E 10% para a senhora branca ali do fundo

Nada de novo. Como era de esperar o estado da Pensilvânia fez jus à sua fama pró-Hillary que é como quem diz, os trabalhadores rurais que não são republicanos. E poderíamos dizer o mesmo de Obama, que mais uma vez a comunidade afro-americana esteve com ele. Mas quem ainda pensa desta forma está longe de conhecer o verdadeiro movimento por detrás deste senador.

Como lia ontem no destaque do Público, as diferenças entre Obama e Hillary "não são pequenas são mínimas". Mas é na minúscula diferença entre candidatos e percentagens eleitorais que grandes alterações politicas daí poderão advir.

Com a margem exacta de 10% de Hillary sobre Obama, o espectáculo segue, mais uma vez, dentro de momentos.

Um problema digestivo europeu


by sadaznam in deviantart


Após a condenação de 3 homens, por crimes de guerra na Bósnia, fica no ar uma sensação de impunidade. Aquilo que devia ser um esforço de justiça exemplar na história da União Europeia faz rodapé nos jornais e deixa a opinião publica, já habituada às "avarezas das guerras dos outros", numa indiferença robótica. A ex-Jugoslávia têm mais crimes de guerra per capita que qualquer (ex) país na Europa, contudo o futuro desses países não parece melhor desde a sua desagregação.

Após anos de guerra inter-religiões o custo vai muito para além do economicamente contável, a ferida não sara e o espírito não esquece. A verdade é que muito mais podia ter sido feito. A cobardia da UE nos momentos chave mantêm-se, agora em relação ao Kosovo. A sua pesada herança histórica demonstra a fragilidade politica da UE e dá razão aos mais pessimistas.

Karadzic e Mladic continuam a monte e nem com a ajuda dos eternos (EUA) se anuncia a sua captura. O medo das querelas internas na UE é de tal ordem que torna qualquer intervenção, mesmo em prol da paz, uma autêntica jogada de cheque-mate na hora da aproximação politica.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Hillary por um lado Obama pelo outro

No intervalo desta manhã de "introduções ao direito" fiz-me ao suplemento do Público: Os jornalistas gostam mais de Obama. Uma entrevista a Michael Schudson professor de Comunicação na Universidade de Columbia onde podemos ler o retrato da luta pelas presidenciais nos EUA sob a óptica da comunicação social. Entre queixumes de Hilary Clinton pela atenção dada a Obama, é explicado a vantagem do outsider que é Barack Obama. Uma cara jovem e descontraída (além de negra) com um passado por descobrir. Não imagino melhor engodo para os media. Fica claro nas palavras de Schundson que as "capacidades" de Obama "como candidato" são a razão do foco mediático, e que Hillary por muito que chore de forma "genuína" precisa de mais para vencer os rankings de antena.

No ultimo debate entre os dois democratas, parece ter sido claro para Tim Reid jornalista do Times, o impulso abonatório dado pelo mediador a Hillary Clinton. O debate resumiu-se a "querelas bairristas" entre os dois candidatos, num debate que mais parecia ter sido dirigido por qualquer membro da Tertúlia Cor de Rosa. Vamos discutir o uso ou não de um pin numa lapela?! Se isto não fossem uma corrida à Casa Branca todos nos riríamos da parvoíce que estava a dar no canal da MSNBC, e faríamos o devido zapping. No blog das presidências do Times é possível ver os argumentos defendidos para subitamente transformar um debate politico numa discussão do tipo "o meu é maior que o teu".

Na continuação da leitura da entrevista feita pelo Público, fica a sensação de existir uma diferença abismal do eleitorado Norte-Americano e do eleitorado, por exemplo, português. Com todos os defeitos que a nossa democracia possa ter, os EUA são o cúmulo. As eleições são como ir ao futebol (americano) a cada jogada há uma paragem, a cada 4 jogadas muda o sentido do jogo e ganha quem conseguir meter um jogador vivo na área de touchdown. No final do jogo vamos todos para casa e é esperar pelo próximo.

Puro entretenimento sufragista...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Irão para lá?

Bush veio ontem a publico afirmar perante a situação iraniana que a America will act to protect our interests and our troops. Entre linhas parece cada vez mais claro a disposição para uma intervenção mais "musculada" no Irão. Nada que não fosse já esperado. Depois de Mahmoud Ahmadinejad anunciar em plenos pulmões um "national day of nuclear technology".

É a festa nuclear!

Gostava de saber como vai agora McCain agir. Se por um lado defende o prolongar da estadia pensão completa das tropas americanas em solo iraquiano, como irá ser com a grande ameaça que parece ser o Irão. Como gerir a ânsia dos americanos, cada vez mais fartos de pagar a inflação militar, e o não abandono da posição ofensiva contra terrorismos&Cia?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mc



A espalhar todo o seu charme républicano McCain admite orgulhosamente: "Na verdade, os meus quatro anos na Academia Naval não foram notáveis por virtudes exemplares ou feitos académicos, mas sim por uma impressionante lista de deméritos que eu consegui acumular". Confirma-se assim que existe uma séria tendência republicana para a parvoeira declarativa.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Fight the power!

Cagle Cartoons


O comunismo soviet abriu alas para uma democracia Putin's way. A tolerância da população russa a um centralismo "mais" democrático é surpreendente, nem mesmo a violação clara de direitos humanos parece atormentar o poder autoritário do Governo Russo. E porque já podemos falar de governo na Rússia, afinal tudo parece estar controlado e dentro do circulo Putin-Nekrasov-Kovalev.



As provocações vindas dos EUA têm uma consequência óbvia no eleitorado russo, fragilidade face à propaganda e acções patriotas. A juventude Nashi é um exemplo assustador do que significa enquadramento de massas e tudo isto é suportado com incursões em apneia dos EUA na Europa de Leste. O diálogo neste momento parece ser um justificador de acções já tomadas e não um meio de entendimento, e pode correr mal. A Ucrânia e a Geórgia assim como muitos países europeus têm uma tal dependência energética que uma possível expansão da NATO a estes países é uma questão acima de tudo provocatória e sem efeito prático para os membros da NATO. Que é o mesmo que dizer, pode trazer mais problemas que benefícios.

sábado, 29 de março de 2008

Memorias

Para quem ainda não viu.

terça-feira, 25 de março de 2008

Estado assegurado

Enquanto nós chamamos a ministra ao parlamento por dá-cá-aquele-telémovel nos EUA a preocupação é outra. Fala-se de uma "Era of School Shootings".

"In the aftermath of recent school shootings, including the one on Feb. 14 at Northern Illinois University in which a gunman killed five people and himself, school administrators and police officers are stepping up emergency preparedness efforts, with many states encouraging schools to practice for the most dire situations."

As discussões são bem diferentes, mas o tema central prende-se directamente com aquilo que é o seguro de vida de qualquer Estado. E como as apólices estão caras...

Folclore activista?

O activismo sério é de louvar, mesmo não concordando politicamente penso que devemos enaltecer a existência de opiniões divergentes e activas em qualquer assunto. Agora isto é o que?

Anti-guerra, anti-bush, ateismo radical, anti-ordem, anti-social...

segunda-feira, 24 de março de 2008

... e uma salva de palmas!

Parabens a você...

4000 Soldados Americanos mortos no Iraque. E um sempre valeu a pena.
Apesar de Durão Barroso reconhecer como falsos os documentos que lhe apresentaram. De uma forma envergonhada e retraida diz " tive-os à minha frente, dizendo que havia armas de destruição maciça no Iraque. Isso não correspondeu à verdade", e pronto assim se começa uma guerra. E como se nem ele proprio estivesse convencido dos seus argumentos afirma que até Bill Clinton estava "absolutamente convencido". Se os democratas e republicanos estavam de acordo com alguma coisa então devia ser verdade.
A democracia pode ter destas coisas.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Tibet vs China

A invasão dos Chineses sobre o Tibet já dura à mais de 50 anos obrigando muitos tibetanos a se refugiar. A lógica dos países Ocidentais em não apoiar activamente o Tibet prende-se obviamente em causa económicas. Estar de maus lençóis com a China pode não ser a melhor das ideias de momento. Tão ou mais grave que a invasão são as liberdades religiosas que estão também em causa. Tudo isto prova a relação suis generis do Ocidente com a China, qual não é a ironia, com recentes manifestações no Tibet e a data escolhida pelos EUA para considerarem a China um pais "menos mau".

"A China insiste que o Dalai Lama não é um líder religioso mas sim um líder político separatista que busca a independência do Tibete."

Ver post anterior

quinta-feira, 13 de março de 2008

Hiii...

A negritude de Obama não é certamente a única causa do sucesso de Obama. Mas não deixa de ser um factor. Assim como o Hillary ser mulher e casada com Clinton. Apesar disto, também é fácil compreender que tudo isto pode jogar ao contrário. Nem todos gostamos de preto e alguns até o abominam. Também nem todos vêm qualquer vantagem numa eventual governança do sexo feminino.

O que a assessora de Hillary Clinton fez foi um passo de pura infantilidade. Ela pode pensar o que quiser, já dizer é outra historia. Além do mais na condição de assessora de outra pessoa. Que é feito do politicamente correcto? Hipocrisia politica é uma redundância, para quê inventar?

"Se Obama fosse um homem branco, não estaria nesta posição"

quarta-feira, 12 de março de 2008

China fora da lista

Numa lista dos 10 piores em direitos humanos, os EUA retiram a China alegando " o recomeço do diálogo sobre os direitos humanos, que estavam no limbo há muito tempo". Passando agora para uma categoria menos má de, e preparem-se que este é mesmo o nome da categoria, países autoritários em plena reforma económica tendo sofrido mudanças sociais rápidas mas não tendo procedido a reformas políticas e continuando a negar aos seus cidadãos os direitos humanos e as liberdades fundamentais básicas.

Ignorando a legitimidade bruta de tal lista, poderiamos dizer que algo não bate certo.

“We want human rights and freedom”

domingo, 9 de março de 2008

Pura diversão

sábado, 8 de março de 2008

A "Chavez" da questão



O presidente chavez é um homem dividido. Não se reconhece nele apoio claro e incondicional às FARC como poderia ser de esperar, até como oposição aos EUA e procura de inimigos externos facilmente relacionaveis com a actual situação económica da Venezuela como é a Colombia, isto apesar de vir a publico defender o estatuto beligerante das FARC, “a true army”.


Manobras politicamente defensivas de alguém que receia perder o poder?


segunda-feira, 3 de março de 2008

Medvedevda... what'ver

Não coloco isto aqui com regozijo, alerto apenas para o desinteresse que as eleições na Russia suscitam ao ponto de um candidato à presidência dos EUA não saiba o nome do agora presidente da Russia.

sábado, 1 de março de 2008

Um conflito de sensibilidades

Não consigo ver os Palestinianos como vitimas, de igual forma não compreendo algumas tomadas de posição Israelitas. Nada justifica as respostas brutais de Israel em Gaza, nem mesmo a morte de 1 israelita. Pode parece leviano aceitar a morte de um ser humano, mas muitas mais mortes vão acontecer se não houver rigor na análise "fria" dos acontecimentos e na resposta. Não pode haver devaneios bíblicos sobre a vida por parte dos Judeus, nem ilusões paradisíacas dos Palestinianos que se lançam para a morte.

Ambos os lados terão de ceder, e parece-me a mim que deve Israel dar o primeiro passo, uma prova de humildade perante os Palestinianos que teria impacto com a ajuda da comunidade Internacional, e não ajuda dos EUA, historicamente seria até mais lógico a Grã-Bretanha proceder a esses papel (dos EUA) , mas também aqui os interesses são outros. Caberia depois o passo seguinte ao povo Palestiniano, aos homens e mulheres que de tanto desespero vêm como única saída apoiar movimentos cegamente radicais. É preciso criar espaço para o confronto politico interno palestiniano, criar espaço para os moderados na opinião publica árabe.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

UNMIK

"O que leva Lisboa a manter um silêncio sepulcral sobre o reconhecimento do Kosovo?" É a pergunta lançada por Teresa de Sousa no jornal o Publico. De uma forma muito directa e sem ter lido o seu artido na integra atrevo-me a responder. Que mais pode Portugal fazer naquilo que é o velório do próprio Kosovo?

E ao contrário do que possa parecer não é uma impulsão suicida, mas sim uma morte "medicamente" assitida. O Kosovo é aqui como defunto também a menor das premissas, daí talvez considerar como um suicidio com vontade imperfeita... ups, isto já é CRP a mais, o Direito Internacional é aqui chamado, ele e a sua manifesta credibilidade.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Tate Modern, Fidel e virus

"Yet still the Deputy Leader of the Labour Party, the Leader of the House of Commons, a member of the Cabinet, is in love with Fidel. When asked, earlier this week, in an interview: “Fidel Castro - authoritarian dictator or hero of the Left?” she answered unhesitatingly - “hero of the Left”.

Numa reflexão nada original Daniel Finkelstein faz contudo uma comparação interessante. Go to Tate Modern and you will find an exhibition of Soviet art - workers joyfully producing tractors or some such. In the bookshop you can buy a book of posters from the cultural revolution. Hitler memorabilia is not on sale. They wouldn't dream of having a room full of artfully designed Juden Raus! posters. De facto parece um alivio para alguns assumirem a sua esquerdice, como se o mal feito por autointitulados comunistas fosse sempre uma reprecursão da existência de um eixo agressor, a direita.

A questão não é nova, os argumentos não são inovadores, mas existe um elemento meta-social qualquer que se assume como um virus e como virus adapta-se às mudanças históricas.

Podem ler aqui na integra

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

De crocodilo a felino

O desespero apodera-se de Clinton, se no ultimo frente a frente com Obama tudo levava a crer que o apelo à lágrima Americana seria a táctica a seguir, Mrs Clinton entra naquela altura do mês complicada para qualquer candidata. Isto para não falar nos "must haves" que são o Texas e Ohio, parece dado o alerta máximo na sua campanha.

E quem nem parece precisar de campanha é Obama, não dando crédito às criticas feitas devido à aparente falta de conteúdo objectivo no seu discurso acresce agora contra si a acusação de falta de experiência. Clinton diz, Weve seen the tragic result of having a president who had neither the experience nor the wisdom to manage our foreign policy and safeguard our national security,” in NYT, mas já agora, afinal Hillary têm experiência em gerir conflitos militares ou questões de segurança nacional? E a sombra de Mr. Clinton paira mais uma vez...

Esperemos pelos próximos passos na campanha dos Democratas, e já agora, mostrar Obama com um turbante e tentar com isso ganhar eleitores é no mínimo ganhar no Texas e perder em dignidade. Qual o mais importante (?). De qualquer maneira a ideia nem foi a candidata, talvez um acessor de um acessor...