Amanha em dose dupla no salão Brazil. A Jigsaw e Mazgani.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Hillary por um lado Obama pelo outro
No intervalo desta manhã de "introduções ao direito" fiz-me ao suplemento do Público: Os jornalistas gostam mais de Obama. Uma entrevista a Michael Schudson professor de Comunicação na Universidade de Columbia onde podemos ler o retrato da luta pelas presidenciais nos EUA sob a óptica da comunicação social. Entre queixumes de Hilary Clinton pela atenção dada a Obama, é explicado a vantagem do outsider que é Barack Obama. Uma cara jovem e descontraída (além de negra) com um passado por descobrir. Não imagino melhor engodo para os media. Fica claro nas palavras de Schundson que as "capacidades" de Obama "como candidato" são a razão do foco mediático, e que Hillary por muito que chore de forma "genuína" precisa de mais para vencer os rankings de antena.
No ultimo debate entre os dois democratas, parece ter sido claro para Tim Reid jornalista do Times, o impulso abonatório dado pelo mediador a Hillary Clinton. O debate resumiu-se a "querelas bairristas" entre os dois candidatos, num debate que mais parecia ter sido dirigido por qualquer membro da Tertúlia Cor de Rosa. Vamos discutir o uso ou não de um pin numa lapela?! Se isto não fossem uma corrida à Casa Branca todos nos riríamos da parvoíce que estava a dar no canal da MSNBC, e faríamos o devido zapping. No blog das presidências do Times é possível ver os argumentos defendidos para subitamente transformar um debate politico numa discussão do tipo "o meu é maior que o teu".
Na continuação da leitura da entrevista feita pelo Público, fica a sensação de existir uma diferença abismal do eleitorado Norte-Americano e do eleitorado, por exemplo, português. Com todos os defeitos que a nossa democracia possa ter, os EUA são o cúmulo. As eleições são como ir ao futebol (americano) a cada jogada há uma paragem, a cada 4 jogadas muda o sentido do jogo e ganha quem conseguir meter um jogador vivo na área de touchdown. No final do jogo vamos todos para casa e é esperar pelo próximo.
Puro entretenimento sufragista...
Mercado de interesses
A lógica de mercado assusta-me. Afinal são bens como os alimentos que asseguram a nossa existência. Se não vejam, porque é que o preço do trigo puderia aumentar 200% bastando para isso haver uma enorme quebra de produção e de stocks, e óbvio, larga procura? O cenário é um tanto ou quanto apocalíptico, mas o do petróleo, afinal, não anda tão longe quanto isso.A racionalidade dos preços pode ser cruel. Veja-se o exemplo, de destruir alimentos para os manter a baixo preço no mercado. Percebe-se também que os produtores precisem de ter margem de lucro nos produtos, uma baixa de preço drástica tornaria isso impossível.
A mão invisível que Adam Smith menciona é a ordem natural da conjugação dos vários interesses, contudo essa mão é tão eficaz como um sinaleiro em plena Praça de Espanha. É preciso não só a regulação e uma identidade como um carácter humanista na distribuição. O capitalismo veio para ficar, não desta forma auto-destrutiva - sem fazer referência a Marx - mas numa incontornável cooperação para a civilização. Não interpretem isto em traços revolucionários. Não há um pingo de revolução neste texto, apenas humanismo na sua linha mais racional e finita.
O Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Nações Unidas conseguem tanto dos Estados como aquilo que Eles querem dar. Apoiar um país vizinho não dá grandes votos, com sorte passa ao lado nos jornais e não existe grande contestação.
A regulação do mercado é uma obrigação ética de todos os países, assim como deveriam ser os orçamentos de Estado.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Um apartidário suis generis
José Milhazes no seu blog da Russia faz referência a um interessante acontecimento. Um cidadão russo apartidário vai dirigir, nada mais nada menos que um partido.
Apoiar Putin é como ter fé. É acreditar cegamente numa coisa que não é factual e qualquer raciocinio seria um entrave ao absurdo de Kierkegaard. Talvez loucura nas palavras de São Paulo.
Desta vez o Partido Russia Unida vai oferecer ao seu Cristo poderes quase absolutos. Putin vai dizendo que "se essa decisão for tomada pelo Congresso, deve entrar em vigor depois do chefe de Estado eleito ser empossado e, por conseguinte, depois dessas prerrogativas (presidenciais) serem retiradas a este vosso humilde servo". Fazendo referência à renovação da sociedade, alerta para a necessidade de maior abertura do partido. Julgo eu uma abertura que permita fazer chegar a todos a palavra do PRU, isto noutras palavras, um ainda maior controlo politico.
O meu joelho e o SNS
Mais depressa amputo a perna do que consigo uma radiografia e uma ecografia ao joelho. Ainda por cima é uma euforia entre as recepcionistas com o meu cartão único, vulgo CU. E ver o meu cartão a rodar por toda a secretaria, nem que não seja à procura dos números no cartãozito. É fácil começar a dar plástico e a fazer experiências irrelevantes junto dos distritos mais envelhecidos e ostratizados. E acessos a Trás-os-Montes que não imitem a pista do Mónaco?
Recepcionista:
"Ecografia posso lhe marcar daqui a um mês. Se quiser pode fazer já a radiografia, são 30 euros mas precisa de um novo impresso. Este impresso que aqui têm não dá para nada disto."
Hipóteses:
A) Volto de novo ao médico para novo impresso?
B) Gasto 70 euros num ortopedista para conseguir logo uma ressonância magnética, bem mais precisa que qualquer outro teste e bem mais caro?
C) Continuo a mancar até o perder o joelho e não gasto mais tempo nem dinheiro?
Gosto tanto do meu SNS...
terça-feira, 15 de abril de 2008
Berlus'escolha
De novo Berlusconi no poder. Daqui podemos retirar várias conclusões:
Os italianos não têm alternativas viáveis próximas da moderação politica. O equilíbrio é feito às custas de coligações inoperantes, acabando por tornar o país ingovernável ou se operantes são apenas um espelho do partido mais musculado.
A direita é olhada como a melhor alternativa para impor a ordem, parecendo que a corrupção entre órgãos estaduais e máfia só se combate negociando com esta. Mais corrupção entenda-se.
Prodi inspira tanto o povo italiano como o avó cantigas na Praça da Alegria.
Berlusconi é a a imagem viva do sonho italiano. O Italiano cosmopolita, ou não, admira-o num plano, não "fascizoide", mas de herói da competência.
O jogo de influencias exercido na politica italiana faz parecer o nosso parlamento uma escola profissional do Instituto de Emprego.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Lançamento
O terceiro CD do melhor duo de músicos portugueses. Dead Combo meus senhores, confira no myspace
-Aconselho a começarem por Sopa de cavalo cansado, Cuba 1970, Putos a Roubar Maças...
Na Madeira
Se há situações para o qual o adjectivo absurdo pode ser aplicado de forma plena é a situação da pequena ilha da Madeira. Com um cartoon na sua presidência,a Madeira têm na sua população o seu próprio problema. Com índice de Desenvolvimento Humano baixo, apenas atrás do Alentejo "comunista", é uma região que ainda assim têm evoluido de forma franca. Jaime Gama afirmou em clara embriaguez discursiva que "A Madeira é bem o exemplo, com democracia, com autonomia, com a integração europeia de um vasto e notável progresso no País" e como se não bastasse a brutidade, "toda esta obra historicamente tem um rosto e um nome e esse nome é o do presidente do Governo Regional da Madeira, a quem quero prestar uma homenagem, na diferença de posições, por esta obra e este resultado".
Sugiro na próxima revisão Penal a positivação de um costume. Uma alínea em carácter exclusivo para o Alberto. Desta forma não restariam duvidas quanto à sua situação de inimputável. Ideia esta que não sendo nova, é sem dúvida de reavivar.
Referia-me eu de forma errada, mas desculpável, à generalíssima população da Madeira. Entendo que esta Madeira é a fonte dos seus males. Não para Eles, afinal sugar contribuições Continentais e Europeias não deve ser mau para o desenvolvimento. Talvez fosse isso até que Jaime Gama quisesse dizer. Alberto João é a prova mais "texana" de que a população Madeirense dá a mão ao despotismo popular. E que daí se extraem pérolas como a que foi proferida por Alberto J. Jardim referindo-se à não realização de visita solene ao parlamento pelo PR; "Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa".
O separatismo Madeirense seria uma bênção vinda do Papa João Jardim-o único
domingo, 13 de abril de 2008
Uma espécie de Jesus
“I am the Jesus Christ of politics. I am a patient victim, I put up with everyone, I sacrifice myself for everyone” diz Berlusconi
Agora possuir um Império, ter um airbus privado e pagar impostos é ser Cristo.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Irão para lá?
Bush veio ontem a publico afirmar perante a situação iraniana que a “America will act to protect our interests and our troops”. Entre linhas parece cada vez mais claro a disposição para uma intervenção mais "musculada" no Irão. Nada que não fosse já esperado. Depois de Mahmoud Ahmadinejad anunciar em plenos pulmões um "national day of nuclear technology".
É a festa nuclear!
Gostava de saber como vai agora McCain agir. Se por um lado defende o prolongar da estadia pensão completa das tropas americanas em solo iraquiano, como irá ser com a grande ameaça que parece ser o Irão. Como gerir a ânsia dos americanos, cada vez mais fartos de pagar a inflação militar, e o não abandono da posição ofensiva contra terrorismos&Cia?
Penal
Eu começo não por Penal, ou por processo Penal. Dou-lhe logo na revisão de tudo aquilo.
Que sentido prático tenho eu.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Preciso da bomba para a asma!
Se o melhor que o PSD têm para oferecer ao país é Menezes ou Santana Lopes então talvez não valha sequer a pena fazer campanha nas proximas eleições. O unico mérito de Menezes foi sem qualquer duvida enfrentar o pequeno Marques Mendes e atirar Santana Lopes às feras.
Quando interrogado acerca das criticas internas no PSD Cadilhe responde que "sempre o PSD criticou os seus líderes quando estava na oposição", tudo isto lhe parece natural e saudável. E por alguma razão é natural e até saudável que a nossa mais representativa oposição provoque asma aos portugueses...
Descobre as diferenças...

terça-feira, 8 de abril de 2008
Um sindicato ao fundo do tunel
Falava eu de soluções e preocupações maiores. Aqui está um sinal vindo da esteira sindical. Não basta, não resolve, mas é alguma coisa.
"A Delphi em Castelo Branco poderá vir a receber até cem dos 439 trabalhadores que serão despedidos da congénere de Ponte de Sor"
E o Governo vai no bom caminho: "A acção será orientada em dois sentidos complementares: formação profissional e ajuda à criação de empresas, ao abrigo dos instrumentos de apoio ao empreendedorismo. "
Dar o peixe não é o mesmo que ensinar a pescar...
domingo, 6 de abril de 2008
Por um Zimbabwe mais inflacionado Bôta "Mugábi"
sábado, 5 de abril de 2008
Carapetas social democratas
Na hora da despedida de mais 2 grandes empregadoras em Portugal é preciso primeiro que tudo encontrar soluções para estas famílias. É inútil disparar em direcção ao Governo. Acredito que neste momento são necessárias soluções, cabe à oposição reagir. Apontar dedos e declarar falências é tão útil como levar o dedo ao nariz numa sessão parlamentar. O dr. Menezes não tivesse ele um "saco de pancada" em seu lugar no parlamento poderia ser assim descrito.
Verdade que a politica de incentivos não têm mostrado os frutos esperados, mas nem o Governo controla o mercado. Ou o PSD defende um maior proteccionismo, de pendor nacionalizante já agora, face ao mercado?
“Quem negociou incentivos fiscais para as empresas se instalarem foi o Governo, cabe ao Governo antecipar as empresas em que se perspectiva uma deslocalização e negociar com elas”
Vamos ver como tudo vai desenrolar no conjunto de obras publicas e contratos laborais.
Acho é que estamos com super avit de peritos a precisar de rinoplastias...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Ciencia ao serviço da religião
Rabbi Levi Brackman escreve no Ynews.com em opinião: "Religion is good for you"
Diz ele que " people do not want to become religious is as understandable as that some don’t want to eat healthily or exercise. But at least now those people cannot blame their lack of religious affiliation on the false claim that organized religion is bad for humanity or bad for the individual. " tudo isto sobre um argumento cientifico. Afinal já existe um estudo que admite a maior felicidade para as pessoas religiosas.
Concordo plenamente. Eu e todos aqueles que se submetem à "razão meta-cientifica" da religião, falando agora mais precisamente dos judeus.
Afinal aqueles que morreram nas câmaras de gás ou queimados pela inquisição até eram os mais felizes do bairro deles. Obviamente que não estou aqui a desculpar qualquer acção anti-semita, apenas quero deixar bem claro que religião não é nem nunca foi sinónimo de felicidade assim como não o é de infelicidade. Se alguém encontra felicidade em rezar óptimo! Agora que ninguém negue o ódio cruzado entre religiões ao longo da história e que ainda hoje centram tantos conflitos pelo mundo.



