quarta-feira, 16 de abril de 2008

O meu joelho e o SNS

Mais depressa amputo a perna do que consigo uma radiografia e uma ecografia ao joelho. Ainda por cima é uma euforia entre as recepcionistas com o meu cartão único, vulgo CU. E ver o meu cartão a rodar por toda a secretaria, nem que não seja à procura dos números no cartãozito. É fácil começar a dar plástico e a fazer experiências irrelevantes junto dos distritos mais envelhecidos e ostratizados. E acessos a Trás-os-Montes que não imitem a pista do Mónaco?

Recepcionista:
"Ecografia posso lhe marcar daqui a um mês. Se quiser pode fazer já a radiografia, são 30 euros mas precisa de um novo impresso. Este impresso que aqui têm não dá para nada disto."

Hipóteses:

A) Volto de novo ao médico para novo impresso?

B) Gasto 70 euros num ortopedista para conseguir logo uma ressonância magnética, bem mais precisa que qualquer outro teste e bem mais caro?

C) Continuo a mancar até o perder o joelho e não gasto mais tempo nem dinheiro?

Gosto tanto do meu SNS...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Berlus'escolha

De novo Berlusconi no poder. Daqui podemos retirar várias conclusões:

Os italianos não têm alternativas viáveis próximas da moderação politica. O equilíbrio é feito às custas de coligações inoperantes, acabando por tornar o país ingovernável ou se operantes são apenas um espelho do partido mais musculado.

A direita é olhada como a melhor alternativa para impor a ordem, parecendo que a corrupção entre órgãos estaduais e máfia só se combate negociando com esta. Mais corrupção entenda-se.

Prodi inspira tanto o povo italiano como o avó cantigas na Praça da Alegria.

Berlusconi é a a imagem viva do sonho italiano. O Italiano cosmopolita, ou não, admira-o num plano, não "fascizoide", mas de herói da competência.

O jogo de influencias exercido na politica italiana faz parecer o nosso parlamento uma escola profissional do Instituto de Emprego.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Lançamento

O terceiro CD do melhor duo de músicos portugueses. Dead Combo meus senhores, confira no myspace

-Aconselho a começarem por Sopa de cavalo cansado, Cuba 1970, Putos a Roubar Maças...

Uma séria tendência para a perfeição

R.I.P Claudia Cardinale 1938-2008

Na Madeira

Se há situações para o qual o adjectivo absurdo pode ser aplicado de forma plena é a situação da pequena ilha da Madeira. Com um cartoon na sua presidência,a Madeira têm na sua população o seu próprio problema. Com índice de Desenvolvimento Humano baixo, apenas atrás do Alentejo "comunista", é uma região que ainda assim têm evoluido de forma franca. Jaime Gama afirmou em clara embriaguez discursiva que "A Madeira é bem o exemplo, com democracia, com autonomia, com a integração europeia de um vasto e notável progresso no País" e como se não bastasse a brutidade, "toda esta obra historicamente tem um rosto e um nome e esse nome é o do presidente do Governo Regional da Madeira, a quem quero prestar uma homenagem, na diferença de posições, por esta obra e este resultado".

Sugiro na próxima revisão Penal a positivação de um costume. Uma alínea em carácter exclusivo para o Alberto. Desta forma não restariam duvidas quanto à sua situação de inimputável. Ideia esta que não sendo nova, é sem dúvida de reavivar.

Referia-me eu de forma errada, mas desculpável, à generalíssima população da Madeira. Entendo que esta Madeira é a fonte dos seus males. Não para Eles, afinal sugar contribuições Continentais e Europeias não deve ser mau para o desenvolvimento. Talvez fosse isso até que Jaime Gama quisesse dizer. Alberto João é a prova mais "texana" de que a população Madeirense dá a mão ao despotismo popular. E que daí se extraem pérolas como a que foi proferida por Alberto J. Jardim referindo-se à não realização de visita solene ao parlamento pelo PR; "Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa".

O separatismo Madeirense seria uma bênção vinda do Papa João Jardim-o único

domingo, 13 de abril de 2008

Uma espécie de Jesus

“I am the Jesus Christ of politics. I am a patient victim, I put up with everyone, I sacrifice myself for everyone” diz Berlusconi

Agora possuir um Império, ter um airbus privado e pagar impostos é ser Cristo.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Irão para lá?

Bush veio ontem a publico afirmar perante a situação iraniana que a “America will act to protect our interests and our troops”. Entre linhas parece cada vez mais claro a disposição para uma intervenção mais "musculada" no Irão. Nada que não fosse já esperado. Depois de Mahmoud Ahmadinejad anunciar em plenos pulmões um "national day of nuclear technology".

É a festa nuclear!

Gostava de saber como vai agora McCain agir. Se por um lado defende o prolongar da estadia pensão completa das tropas americanas em solo iraquiano, como irá ser com a grande ameaça que parece ser o Irão. Como gerir a ânsia dos americanos, cada vez mais fartos de pagar a inflação militar, e o não abandono da posição ofensiva contra terrorismos&Cia?

Penal

Eu começo não por Penal, ou por processo Penal. Dou-lhe logo na revisão de tudo aquilo.

Que sentido prático tenho eu.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Preciso da bomba para a asma!

Se o melhor que o PSD têm para oferecer ao país é Menezes ou Santana Lopes então talvez não valha sequer a pena fazer campanha nas proximas eleições. O unico mérito de Menezes foi sem qualquer duvida enfrentar o pequeno Marques Mendes e atirar Santana Lopes às feras.

Quando interrogado acerca das criticas internas no PSD Cadilhe responde que "sempre o PSD criticou os seus líderes quando estava na oposição", tudo isto lhe parece natural e saudável. E por alguma razão é natural e até saudável que a nossa mais representativa oposição provoque asma aos portugueses...

No ouvido

Descobre as diferenças...


As diferenças estão à vista. Mas o que é a beleza? Bem, não me reconheço qualquer legitimidade para definir a beleza e penso mesmo que qualquer tentativa da minha parte seria disforme. É possível ler no Times "Didier Grumbach, head of the French Couture Federation, said that it was not up to the state to legislate on beauty and aesthetic criteria", uma declaração no mínimo grotesca, reduzindo o problema a uma questão de pura estética. Existe uma óptica clínica nisto, um problema de saúde publica.



Quando vemos a irresponsabilidade de uma industria, na prática essa mesma industria têm que se sujeitar a uma normação real. Aqui Jean-Paul Gaultier parece discordar: "You do not solve this kind of problem with the law but with understanding,". Parece que têm de haver mais compreensão, pergunto-me se essa compreensão terá de ser do publico para com os "ana-corpos" que deambulam de covas numa passerel.
Até parece que nada disto choca.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Um sindicato ao fundo do tunel

Falava eu de soluções e preocupações maiores. Aqui está um sinal vindo da esteira sindical. Não basta, não resolve, mas é alguma coisa.

"A Delphi em Castelo Branco poderá vir a receber até cem dos 439 trabalhadores que serão despedidos da congénere de Ponte de Sor"

E o Governo vai no bom caminho: "A acção será orientada em dois sentidos complementares: formação profissional e ajuda à criação de empresas, ao abrigo dos instrumentos de apoio ao empreendedorismo. "

Dar o peixe não é o mesmo que ensinar a pescar...

domingo, 6 de abril de 2008

Por um Zimbabwe mais inflacionado Bôta "Mugábi"




Vamos recontar votos até que Mugabe ganhe.


Até podia contribuir para a economia do Zimbabwe, baixando a taxa de desemprego para 79%. Aproveitando esta minha epifânia de ideias ridiculamente geniais já púnhamos os nossos recém licenciados a distribuir publicidade e a repor stocks no pingo doce.

sábado, 5 de abril de 2008

Carapetas social democratas

Na hora da despedida de mais 2 grandes empregadoras em Portugal é preciso primeiro que tudo encontrar soluções para estas famílias. É inútil disparar em direcção ao Governo. Acredito que neste momento são necessárias soluções, cabe à oposição reagir. Apontar dedos e declarar falências é tão útil como levar o dedo ao nariz numa sessão parlamentar. O dr. Menezes não tivesse ele um "saco de pancada" em seu lugar no parlamento poderia ser assim descrito.

Verdade que a politica de incentivos não têm mostrado os frutos esperados, mas nem o Governo controla o mercado. Ou o PSD defende um maior proteccionismo, de pendor nacionalizante já agora, face ao mercado?

“Quem negociou incentivos fiscais para as empresas se instalarem foi o Governo, cabe ao Governo antecipar as empresas em que se perspectiva uma deslocalização e negociar com elas”

Vamos ver como tudo vai desenrolar no conjunto de obras publicas e contratos laborais.
Acho é que estamos com super avit de peritos a precisar de rinoplastias...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ciencia ao serviço da religião

Rabbi Levi Brackman escreve no Ynews.com em opinião: "Religion is good for you"

Diz ele que " people do not want to become religious is as understandable as that some don’t want to eat healthily or exercise. But at least now those people cannot blame their lack of religious affiliation on the false claim that organized religion is bad for humanity or bad for the individual. " tudo isto sobre um argumento cientifico. Afinal já existe um estudo que admite a maior felicidade para as pessoas religiosas.

Concordo plenamente. Eu e todos aqueles que se submetem à "razão meta-cientifica" da religião, falando agora mais precisamente dos judeus.
Afinal aqueles que morreram nas câmaras de gás ou queimados pela inquisição até eram os mais felizes do bairro deles. Obviamente que não estou aqui a desculpar qualquer acção anti-semita, apenas quero deixar bem claro que religião não é nem nunca foi sinónimo de felicidade assim como não o é de infelicidade. Se alguém encontra felicidade em rezar óptimo! Agora que ninguém negue o ódio cruzado entre religiões ao longo da história e que ainda hoje centram tantos conflitos pelo mundo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Israel 60 anos depois

Dos 60 anos de Israel promoveu-se aqui na Universidade provinciana, como o Dr. Canotilho tão rudemente apelidou à uns tempos, um colóquio ao qual fiz questão de estar presente. O programa prometia entre outros oradores Oulman Carp, Jorge Sampaio e Alan Dowty. Apenas o ultimo tomou presença e diga-se com todo o seu mérito.

Também J.J. Gomes Canotilho teve presença na mesa e assumiu a sua "veia" hebraica. Com João Loureiro, seu disciplo, a fazer uma verdadeira intervenção rally mas que ao contrário das suas aulas, com mais tempo acredito que poderia ter sido bem interessante.

Das várias questões levantadas foi importante voltar a algumas questões que me parecem a mim ser centrais em tudo isto. Qual a legitimidade de Israel em reclamar uma terra prometida? Até que ponto deve o sionismo influenciar a gerência jurídico-politica do território Israelita (muito em relação aos palestinianos a viver em Israel)? Existirá alguma solução satisfatória para as duas partes? Que papel devia a Europa já ter assumido neste momento?

Tomei posição relativamente ao conflito Israelo-árabe em posts anteriores.

Eu vou II

Anaifa? Até a coxear...

Mc



A espalhar todo o seu charme républicano McCain admite orgulhosamente: "Na verdade, os meus quatro anos na Academia Naval não foram notáveis por virtudes exemplares ou feitos académicos, mas sim por uma impressionante lista de deméritos que eu consegui acumular". Confirma-se assim que existe uma séria tendência republicana para a parvoeira declarativa.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Em papel


Na cabra desta quinzena.
Isto não é uma fotografia. Aqui Woody Allen dando vida a Isaacc Davis desce uma escada ao encontro de Hemingway no papel de Tracy. E como se descesse a si mesmo para encontrar o seu “eu”, atravessa a escuridão para se juntar a Tracy, o director de design do New York Times Khoi Vinh confessa “Physically, it’s the same room, but for all intents and purposes, the characters occupy two separate spaces”.

Tudo isto sobre um naturalismo a roçar o abstraccionismo que caracteriza Manhattan. A linguagem praticada por Gordon Willis cinematógrafo é minimalista, utiliza o visual para transmitir aquilo que não é dito e como que por osmose influência o desenrolar do filme, as personagens são reféns do espaço onde se encontram, “ an artful sense of framing that treated actors and scenery alike as stark compositional images” descreve Vinh. Esta cena materializa um novo romantismo sem melodramas ou fatalismos vagos, apenas duas pessoas que vivem as suas vidas, atribuladas como são, complementando-se numa perfeição jazzistica. E os pequenos pormenores são tudo, a luz que centra Tracy e provavelmente a aquece desenha também a silhueta da sua perna mostrando-a sensual e leve, o braço que serve de apoio à sua cabeça é sinal de natural despreocupação. Isto numa construção inteligente de dois espaços distintos. Allen desce as escadas de forma tosca parecendo alheio ao espaço de Tracy, mas a verdade é que ele só as desce para ela.
Há uma mudança suave enquanto ele desce, como se esquece-se por momentos o que ia fazer e de forma natural se decidisse pela solidão ternurenta de Hemingway. O ruído e a imagem a preto e branco são decisivos nesta dialéctica minimal, pois tudo se perderia na vastidão agressiva da cor. A arte de Gordon Willis pode ser apreciada em filmes como O Padrinho, Annie Hall e Os Homens do Presidente.

Manhattan filme de 1979 de Woody Allen


ps: Agora que releio o texto mudaria varias coisas.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Fight the power!

Cagle Cartoons


O comunismo soviet abriu alas para uma democracia Putin's way. A tolerância da população russa a um centralismo "mais" democrático é surpreendente, nem mesmo a violação clara de direitos humanos parece atormentar o poder autoritário do Governo Russo. E porque já podemos falar de governo na Rússia, afinal tudo parece estar controlado e dentro do circulo Putin-Nekrasov-Kovalev.



As provocações vindas dos EUA têm uma consequência óbvia no eleitorado russo, fragilidade face à propaganda e acções patriotas. A juventude Nashi é um exemplo assustador do que significa enquadramento de massas e tudo isto é suportado com incursões em apneia dos EUA na Europa de Leste. O diálogo neste momento parece ser um justificador de acções já tomadas e não um meio de entendimento, e pode correr mal. A Ucrânia e a Geórgia assim como muitos países europeus têm uma tal dependência energética que uma possível expansão da NATO a estes países é uma questão acima de tudo provocatória e sem efeito prático para os membros da NATO. Que é o mesmo que dizer, pode trazer mais problemas que benefícios.