terça-feira, 13 de maio de 2008

Ninguém convida Manuela Ferreira Leite para jantar

Uma das grandes (des)vantagens destes espaços afónicos que são os blogues é claramente ninguém ter de levar a voz irritante e patética dos escritores. Eu podia neste momento fazer um dueto com qualquer banda de Dark Metal mais estridente que faria um sucesso. Tirando isto, está de volta o espaço Porreiro.

Manuela Ferreira Leite = Carvalho Alentejano ?

Não tentem telefonar a esta senhora a meio da tarde ou arriscam-se a levar com o telefone na cara! PAAM!! (como diría Nuno Markl) Neste acontecimento só me faz lembrar uma tia minha, seca como a cortiça de um carvalho em pleno Alentejo, toda a gente na família a evita, mas temos obrigatoriamente de levar com a sua má disposição em todos os jantares familiares. Eu cá prefiro dormir na rua que em casa dela. Alguma coisa isto deve significar.

Por favor leiam o Expresso e procurem as declarações de um militante social-democrata, "a Manuela Ferreira Leite é um Sócrates de saias" e acrescenta de forma brilhante "só que o Sócrates é mais bonito". Puro insulto ordinário-inteligente.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Queima das Fitas Coimbra

Com o intuito de proporcionar a melhor das experiências aos seus leitores, o Porreiro faz aqui uma pausa para a Queima das Fitas. Qualquer post que surja no decorrer desta semana pode não apresentar a coerência e razoabilidade que numa altura "normal" seria de esperar.

Boas Festas, com os melhores cumprimentos
RMP

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Bem dito

Subscrevo cada palavra do blogue da direcção do Expressode dia 28 de Abril.

Musica boa


Kassin +2

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Recibos vermelhos

Esta moção de censura demonstra alguma irresponsabilidade do PCP. Poderia perceber-se uma moção de censura "geral", mas nunca pela revisão do Código de trabalho. Os comunistas querem ser o porta-voz de nem-percebo-bem-o-quê. Compreende-se que as expressões profissional liberal ou recibo verde custem a encaixar no Capital, mas deviam fazer um esforço e verificar que nem toda a gente trabalha para o Estado ou em comunas. Não há tantos operários assim e os professores conhecem, se não conhecem deviam conhecer, o que significa ter comunistas a conduzir uma nação. Ainda agora pagamos a factura de um PREC.

Digam logo: 1 português = 1 emprego na Função Pública. É que assim voto logo no PC, eu e todos os ex-universitários que trabalham no Jumbo do Dolce Vita.

Uma Russia precisa de amigos

A insistência da Rússia nas relações com o Irão não são uma ameaça. Ameaça seria se o Irão estivesse isolado de qualquer Estado Ocidental e, ou recusa-se o reconhecimento de um vizinho próximo. Nesta evocação a Palestina devia preocupar bem mais. Não pela sua belicidade, que é fraca, mas como ninho de ideias.

A Rússia quer, sem duvida, uma aproximação aos países Ocidentais. A sua sede por respeito Internacional é conhecida e percebe-se porquê. Muito mais que geoestratégica, o reconhecimento mundial é uma questão histórica de afirmação e orgulho nacional. Tomamos os russos como um país poieticamente incapaz e ostracizado pelo comunismo, mas existe um forte sentimento nacional que mantém aquele enorme território sobe uma só nacionalidade, coisa que mesmo nós nesta marquise da Europa conseguimos sempre ter. Ainda queriamos nós regionalizar, descentralizar. Mas o que é que há para descentralizar?

domingo, 27 de abril de 2008

Máquina do tempo

"Não posso falar em nome da CGTP. Obviamente, a CGTP decidirá o que fazer. Mas do ponto de vista político e social consideramos que esta proposta, ou anteproposta, penaliza duramente os trabalhadores, dá mais poderes às entidades patronais e colide com essa tal opção que os [deputados] constituintes tomaram em 1976." dito por Jerónimo de Sousa ao DN

E o mundo não mudou desde 1976! Este viver no passado do PC bloqueia-lhe as artérias e só se mantêm vivo devido ao SNS do PS.

Bolonha, insucesso e as focas

Depois de ter estado numa reumática fila de espera para as cantinas devido, ao que parecia ser um passeio de uma junta de freguesia qualquer dirijo-me ao único quiosque aberto ao domingo na Praça.

Entre revistas e jornais chamou-me a atenção a manchete do JN: "Três em cada dez alunos universitários não terminam o curso", porque o Publico de hoje nem inspira a sua compra e o Expresso custa um almoço, matei a curiosidade da manchete. Como já devia esperar, não era bem isso que eles queriam dizer, o título na pagina 6 era outro: Três em cada dez universitários atrasam-se a completar o curso. Aqui, a única novidade era serem apenas três em dez.

Ainda no primeiro parágrafo fiquei algo admirado com as declarações de Luis Reis Torgal, coordenador do Centro de Estudos Interdisciplinares na UC. Diz ele que "o facilitismo de Bolonha vai contribuir para elevar" as estatísticas de sucesso. É verdade que de faculdade para faculdade as coisas são diferentes, mas na minha faculdade, facilitismo, foi coisa que nunca observei. Concordo com ele quando diz que Bolonha foi uma "oportunidade desperdiçada de fazer uma excelente reforma do Ensino Superior", "o pânico, a tragédia e o horror" poderiam descrever o que um aluno universitário sente ao dirigir-se aos serviços académicos e descobrir que não está inscrito na faculdade. Ou entrar numa sala e ver que o único lugar vago é a cadeira opé do Dr., confesso que foi aqui, também, que descobri o quão confortável pode ser um degrau de escadas.

Mas voltando ao facilitismo anunciado, de forma muito simples mostro que isto é tão verdade como Santana Lopes ser o próximo presidente do PSD.

1-Os exames passaram de 3 horas para 2 horas, óptimo seria que todas as provas tivessem a estrutura para as anunciadas 2 horas. Ora isso não acontece, e quando damos por ela estamos a resolver o caso prático por tópicos.

2-Alunos de primeiro ano com cadeiras de segundo ano. É uma emoção entrar em cadeiras como Direito Internacional e não ter noção sequer do que era uma reserva de lei.

3-Avaliação continua é apenas para 30 a 40 pessoas, quando numa turma somos seguramente mais de 150.

4-Quase nenhuma cadeira têm avaliação continua. Eu nem me queixo muito, tenho aulas em que a utilidade marginal das mesmas é negativa.

5-A época de recurso é meses depois da primeiro exame.

6- A época de recurso em Setembro já não existe.

7-Temos mais cadeiras por cada ano.

Agora mostrem-me o facilitismo disto tudo. A licenciatura é de quatro anos, certo. Mas obviamente, que não vou conseguir fazer nos quatro anos. Ou então, para isso tornaria-me um devorador de doutrina, um acéfalo sugador de matéria mastigada, incapaz de me relacionar com os outros e com o que me rodeia. Pena tenho eu dos que se focam unicamente na licenciatura. Que mundo perdem eles. Que vida inútil eles levam.

Como diz um sóbrio professor meu, "Quem só sabe Direito, nem Direito sabe.".

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Cartaz

O cartaz de Maio no TAGV está composto.

Dia 29 Jazz no Salão Brazil em conflito directo com a peça ...como as cerejas e Micro Audio Waves a dar musica dia 17. O pianista Hauschka faz uma visita a Coimbra dia 21, elevado grau nas minhas prioridades!

Artigo alheio

Um bom artigo na Economist sobre os alargamentos da União Europeia e os seus "exames" de admissão.

25 de Abril e os bebés

O CDS teve a brilhante ideia de centrar as comemorações parlamentares do 25 de Abril no Presidente da Republica. Uma daquelas propostas que num país democrático simplesmente não interessa.

Se o CDS viesse, de forte empenho, propor um melhoramento substancial nos incentivos para a natalidade seria bem mais útil. Ou se quiserem apenas estar nos telejornais sempre podiam por o Paulo Portas versão Hillary-Clinton-New-Hampshire a pedir desculpa pela abstenção em 1976. Isso sim puro folclore politico!

Gosto tanto de democracia.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A minha musica a três

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Insultos Politicos

Naquilo que podia ser uma base de dados o Times publica algumas dos insultos mais marcantes na politica.


“When she speaks without thinking, she says what she thinks”
Lord St John de
Fawsley sobre Margaret Thatcher

Alertas para os Direitos Humanos



Até que ponto estamos dispostos a sacrificar os Nossos Direitos pela segurança?

E 10% para a senhora branca ali do fundo

Nada de novo. Como era de esperar o estado da Pensilvânia fez jus à sua fama pró-Hillary que é como quem diz, os trabalhadores rurais que não são republicanos. E poderíamos dizer o mesmo de Obama, que mais uma vez a comunidade afro-americana esteve com ele. Mas quem ainda pensa desta forma está longe de conhecer o verdadeiro movimento por detrás deste senador.

Como lia ontem no destaque do Público, as diferenças entre Obama e Hillary "não são pequenas são mínimas". Mas é na minúscula diferença entre candidatos e percentagens eleitorais que grandes alterações politicas daí poderão advir.

Com a margem exacta de 10% de Hillary sobre Obama, o espectáculo segue, mais uma vez, dentro de momentos.

Um problema digestivo europeu


by sadaznam in deviantart


Após a condenação de 3 homens, por crimes de guerra na Bósnia, fica no ar uma sensação de impunidade. Aquilo que devia ser um esforço de justiça exemplar na história da União Europeia faz rodapé nos jornais e deixa a opinião publica, já habituada às "avarezas das guerras dos outros", numa indiferença robótica. A ex-Jugoslávia têm mais crimes de guerra per capita que qualquer (ex) país na Europa, contudo o futuro desses países não parece melhor desde a sua desagregação.

Após anos de guerra inter-religiões o custo vai muito para além do economicamente contável, a ferida não sara e o espírito não esquece. A verdade é que muito mais podia ter sido feito. A cobardia da UE nos momentos chave mantêm-se, agora em relação ao Kosovo. A sua pesada herança histórica demonstra a fragilidade politica da UE e dá razão aos mais pessimistas.

Karadzic e Mladic continuam a monte e nem com a ajuda dos eternos (EUA) se anuncia a sua captura. O medo das querelas internas na UE é de tal ordem que torna qualquer intervenção, mesmo em prol da paz, uma autêntica jogada de cheque-mate na hora da aproximação politica.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Manuela vai em frente

A liderança do partido até podem ser favas contadas. Agora, uma ex-ministra das finanças a concorrer a primeiro ministro. Nem mesmo contra Sócrates...

Onde o comunismo e o capitalismo se cruzam

Nunca foi tão óbvio que nenhum sistema vale por si só. Somos mais parecidos do que queremos fazer querer, tudo o que é e foi dito sobre o comunismo vs capitalismo não passará na prática de uma questão higiénica de imagem, que resultará indubitavelmente numa aproximação. Sem qualquer escrúpulo ético ou valorativo. Talvez, hoje a hipocrisia seja a única coisa que os distinga.

domingo, 20 de abril de 2008

Mogadishu, outravez...

Numa estranha e infeliz coincidência mal acabo de ler um post no blog O Diplomata a "avisar" para uma reportagem da BBC sobre Mogadishu, saí em BreakingNews na Reuters: More than 80 died in Mogadishu fighting.

A quantidade de conflitos armados no mundo é realmente assombrosa.

Um monarca para cada português

A Republica é mesmo uma chatice.

É com um autêntico manifesto de baboseiras que Dom Vasco Teles da Gama explode no seu mais primitivo instinto monárquico.

Culpa tudo o que é Governo por subidas do petróleo, subida do preço dos cereais e alimentos, custo de vida e excesso de divida à banca. Isto como se Portugal fosse uma ilha económica e politica, alheia a qualquer influência externa. Reconhece na Espanha o seu "sonho de menino", afinal eles é que sabem enganar a UE não cumprindo cotas. Talvez não saiba que as cotas são uma forma de regular preços e evitar a extinção da agricultura na Europa, e claro acabar com parte do sector primário. Talvez seja fisiocrata (!).

Uma das formas para estimular o crescimento do PIB e equilibrar o orçamento é o investimento. Salvaguardando as mais variadas concepções que é possível considerar, é fácil entender que para estimular o investimento e (obviamente) o crescimento têm de se evitar a diminuição do aforro. Cortar no investimento de forma categórica, é passar a mensagem de estagnação e do atraso que daí advêm. Deve-se procurar um equilíbrio corrente, sem esquecer nunca a óbvia divida pública.

Como seria de esperar a Igreja é actualmente um mártir à mercê da Republicá profana. Eu pessoalmente dispenso a infinita bondade de Deus. Aqui talvez o Estado Novo deixasse Dom Vasco mais descansado, sempre teria o lugar no céu.

"Quanto aos novos ricos, que há cerca de meio século que não eram tão poucos, nada têm já que ver com os Mellos, Queiroz Pereira ou Champalimauds, outrora tão vilipendiados."

Sinto aqui uma certa tristeza. Já não há novos ricos, afinal o que vai ser deste país sem a elite bancária que tanta falta faz para contraria a "proletarização da classe média" e que "talvez por seguirem ou ao menos respeitarem a doutrina social da Igreja, reinvestiam a maior parte dos lucros obtidos pelo seu capital na criação de novas empresas, gerando milhares de postos de trabalho e contribuindo para o progresso do País". Esta afirmação só demonstra a desenvolvida racionalidade do senhor Dom Vasco. Que para rematar lamenta o voto democrático, e como esse voto ignora a vontade do povo. (risos)

É caso para dizer: Aí que saudades do lápis azul.